COLDPLAY BRASiL

Um dia (e tanto) para ficar em nossas histórias

O dia do show da sua banda favorita é repleto de extremos. A ansiedade e o nervosismo são uns deles e também os piores inimigos de quem vai encarar esse desafio.

Já eram quase três horas da manhã e o sono insistia em fugir cada vez mais de mim – e de todo mundo no quarto de hotel. Zanzando de um lado para o outro, terminando a confecção da nossa caixinha, e cada vez mais pensando no show, em ter uma Xyloband no pulso e ser parte do espetáculo.

Às 5h30 chegamos à fila (que já estava bem cheia).

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Fãs e seguidores do Coldplay Brasil esperando abertura dos portões.

(E fomos notados…)

Até a hora do meet and greet ainda havia muita água para rolar. Fomos nos livrar da ansiedade dando algumas voltas no shopping ao lado do estádio, conversando com alguns fãs que passavam por lá e até mesmo tirando fotos com alguns admiradores da nossa página.

No momento da abertura dos portões, um problema sério: as máquinas não estavam lendo os códigos de barra dos ingressos e os fãs que esperavam para entrar nos setores Premium Verde, Branca e Cadeira Superior, tiveram que esperar até o serviço ser normalizado e poderem entrar no estádio para guardar seu lugar. E a equipe do Coldplay Brasil, além de se unir pela primeira vez, entrou no estádio – quase sem os presentes que seriam entregues para a banda, já que a polícia insistiu de que eles não poderiam entrar.

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Eu, Xyloband, caixas de presente pra banda, e as pernas de Karina, à direita.

Quando a produção veio nos buscar e nos levar até a sala onde aconteceria o encontro, a ansiedade aumentava cada vez mais, e quanto mais a gente tentasse se preparar para conhece-los pessoalmente, mais dava errado. Assim que chegamos em frente ao prédio dos camarins, nos encontramos com o pessoal do Viva Coldplay e Chris Martin Brasil. A produção da banda olha curiosa para o tamanho das caixas e fica maravilhada com a surpresa que fizemos.

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A caixa cheia de sonhos de fãs que sempre sonharam em mandar um recado à banda.

chriscriançaAo entrarmos na sala, nos deparamos com ele: Anthony Martin, pai de Chris. Começamos a conversar com Sr. Martin e o papo flui como se fossemos bons amigos há muito tempo. A humildade dele é algo que impressiona, pois em todo o tempo que permaneceu lá (mando um “Parabéns pelo filho!”, quando ele sai), atendeu aos fãs, conversou, tirou fotos, e até contou a história da foto de Chris, quando criança, que aparece na capa de A Head Full Of Dreams (à direita). “Ele tinha oito anos quando essa foto foi tirada”, diz Anthony olhando para o painel com a imagem, logo atrás de nós. “Foi quando estávamos no Zimbábue”, completa. “Quem tirou essa foto?”, pergunto, “Eu gostaria que fosse eu, mas acho que foi minha irmã”, diz. Martin também fala sobre alguns pontos altos da banda no Brasil, como o Rock In Rio, em 2011, onde ele ficou maravilhado – e se embaralhou um pouco ao falar Copacabana Pallace e precisou de um pouco de ajuda.

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Anthony posou para uma foto com as equipes. (Foto: Ariel Martini)

Pergunto qual sua canção favorita do Coldplay e ele responde The Scientist. “É praticamente certo que ela vai estar na setlist. Vai ser uma apresentação bem longa, mas sobre Life In Technicolor ii eu não tenho certeza”, responde ele, quando questiono se seria possível a banda tocar a canção.

Os minutos que antecedem a chegada da banda servem para dar uma observada no local. Em uma mesa, há alguns comes e bebes. Salgadinhos Lays, Pringles, algumas Stella Artois (13 delas já vazias) e cerca de seis garrafas de vinho. Em uma geladeira, há Coca-Cola e suco Kapo. Ao lado do já conhecido sofá preto, há uma mesinha com alguns Sonhos de Valsa e algumas garrafas d’água.

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A equipe do Coldplay Brasil reunida na chegada à pista.

Vicky Taylor, uma das amigas mais antigas da banda, e que trabalha com eles atualmente, chega para ir nos preparando. A cada vez que as portas automáticas se abriam, era um suspiro. Super carinhosa, Vicky recolhe nossos presentes e sai da sala para encaminhar pra eles. Cerca de 5 minutos após isso, Guy, Will, Chris e Jonny chegam (nessa ordem) à sala. Guy, o primeiro, abre um enorme sorriso ao nos ver e manda um “Olá, pessoal”. Como fomos instruídos, os cumprimentamos com um aperto de mão ou high fives. Esbanjando simpatia, os integrantes nos cumprimentam.

Quando você se depara com pessoas que só está habituado a ver por fotos ou vídeos, é difícil de saber o que fazer e, principalmente, o que falar e você acaba chamando Will Champion de Phil. Peço desculpas pelo vacilo, e aproveito pra dizer que sua camiseta é linda. “Ah, obrigado!” diz ele. Aproveitamos para tirar um tempinho parar trocar uma ideia com os membros do Coldplay. Pergunto a Jonny se eles receberam nossas caixas. “Sim, eu dei uma olhada no livro de fotos”, diz o guitarrista.

Sempre tive um sonho de ter uma foto ao lado de Will, mas devido às regras do meet and greet serem um tanto rígidas, não imaginei que poderia ter. Até que me deparo com a imagem do baterista me pedindo licença para ficar ao meu lado durante a foto, e eis que surge Chris Martin em minha frente, agachado, e o fotógrafo captura alguns momentos. “Você é muito alto!”, diz Gabi, do CPBR, a Chris, e ele “Me desculpe!”. Uma vez que as fotos foram tiradas, vejo que Will ainda está do meu lado e pergunto “Posso te dar um abraço?”, rapidamente, ele responde “Claro!” e lhe digo como ele é fofo e adorável. Abraço dado, pergunto como está o Phil (que não apareceu), e Will diz “Ele está ótimo!”

Chris repara na camiseta que Karina (e o resto da equipe do Coldplay Brasil) está usando e pergunta se ela é de fã-clube. O papo ia seguindo até que os seguranças pedem que a gente se retire, e começa a correria até os setores pois o show está prestes a começar. Um soquinho com o vocalista e estou fora da sala.

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A banda e os integrantes das equipes do Coldplay Brasil, Viva Coldplay e Chris Martin Brasil. (Foto: Ariel Martini)

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Will Champion e Chris Martin durante performance de A Head Full Of Dreams. (Foto: Camila Cara)

Quando chegamos de volta à pista, a introdução já está começando e quando A Head Full Of Dreams começa a tocar e as Xylobands se acendem, nos damos conta de que estamos diante do maior dia de nossas vidas. Alguns balões amarelos do nosso flashmob já estavam cheios quando chegamos na pista, e assim que Yellow começou, mais balões foram surgindo, deixando o show ainda mais lindo.

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A plateia fazendo o seu espetáculo de sempre. (Foto: Camila Cara)

Quando The Scientist começou, foi difícil segurar a emoção e o choro rolou solto em praticamente todas as músicas depois dela. Pode se dizer que a maior surpresa de toda a setlist foi Ink, que mal havia sido tocada ao vivo, sem esquecer também de Trouble, onde o pessoal mandou bonito no coro “dez pão ou é fome“. Quando ouvi o trecho “vamos levantar o barulho para as milhões de pessoas que não têm voz”, de Birds, só consegui imaginar em todos que não puderam estar vivendo esse momento, por questões financeiras, ou de falta de organização, e aproveitei ao máximo, tentando honrar essa gente que queria tanto poder realizar o seu sonho.

Outra surpresa foi durante A Sky Full Of Stars, onde Chris pediu para que a banda parasse a música. De início, achei que algo estava ocorrendo até que ele explicou que havia alguns cartazes que ele viu sobre pedidos de casamento. O vocalista mandou quatro pessoas subirem ao palco, onde os noivos pediram suas mulheres em casamento, em meio à uma plateia vibrando de emoção. Logo depois, a canção foi tocada novamente, e a chuva de confete ao final dela tomou conta de todo o Allianz Parque.

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É tanta produção que você fica dividido entre olhar para o banda no palco, as animações no telão, a decoração, as pulseiras brilhando a seu redor… Claro que vê-los tocando é o principal, mas a vontade de descobrir tudo é grande.

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As Xylobands durante Up&Up. (Foto: Marcelo Monteiro)

Vai ser difícil esquecer desse dia e de toda sua energia, de toda a festa, das amizades, das pessoas. Coisas que apenas fotos não serão capazes de relembrar por completo. As lembranças que ficam serão guardadas eternamente em nossas cabeças cheias de sonhos.

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