No Grammy, Chris Martin não quis ser maior que Coldplay
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Opinião
Marcelo Monteiro
No Grammy, Chris Martin não quis ser maior que Coldplay
15.mar.2021
Chris Martin durante apresentação de "You'll Never Walk Alone", no Grammy
Chris Martin durante apresentação de “You’ll Never Walk Alone”, no Grammy. Foto: Reprodução

A cerimônia de entrega do Grammy, no último domingo (15), gerou expectativas nos fãs de Coldplay. Com razão: depois de 11 anos, a banda voltava a ser indicada a Álbum do Ano, uma das maiores categorias da noite. A espera ficou ainda maior quando Chris Martin foi anunciado como uma das atrações. De novo, pela primeira vez desde 2012, Coldplay voltaria aos holofotes da premiação – depois de transformar o Grammy num verdadeiro show da turnê Mylo Xyloto, na apresentação de “Paradise”.

Competindo com smash hits de repercussão estrondosa, o Grammy, para o Coldplay, começou apagado já na indicação – o que não é culpa deles, é claro. Sem aparecer em nenhuma outra categoria, Everyday Life surgindo justamente em Álbum do Ano deixou perplexos dos fãs até a crítica especializada. A Vanity Fair chegou a escrever “Coldplay surpreende todo mundo ganhando uma indicação ao Grammy de Álbum do Ano”.

Sozinho, sem poder estar ao lado de seus colegas, devido às restrições de viagem entre Estados Unidos e Reino Unido, Chris Martin recusou ser Coldplay. Ao maior estilo Freddie Mercury, encarou com desdém a ideia de ser o “líder” da banda em uma circunstância tão pomposa quanto aquela.

Chris Martin não quis ser maior que Coldplay. Por isso, abriu mão de qualquer destaque.

Fora a apresentação com Brittany Howard, em que, ao piano, homenageou os músicos que partiram em 2020 tocando o clássico “You’ll Never Walk Alone”, o vocalista do Coldplay apareceu acompanhando a cerimônia apenas nos momentos próximos da revelação de sua categoria, quando a Academia o posicionou em frente ao palco. Aplaudiu de pé a amiga Beyoncé por bater o recorde de artista com mais Grammys, acompanhou Taylor Swift se tornar a cantora com mais prêmios de Álbum do Ano, e saiu de fininho.

Para muito além da crítica, das vendas, da divulgação, das torcidas, da falta de brilhantismo de uma cerimônia nos tempos de isolamento social e, quem sabe, até da falta de lobby da gravadora, Chris Martin não quis que Everyday Life fosse consagrado Álbum do Ano. Não estando sozinho. Quem sabe, quando tudo isso passar.

Marcelo Monteiro
Fundador e editor-chefe do Coldplay Brasil. Estudante de jornalismo (Universidade Luterana do Brasil) e repórter da Revista Decor.
Este artigo é de responsabilidade de seu autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Coldplay Brasil

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