Chris Martin fala sobre como cada álbum do Coldplay é diferente – Coldplay Brasil
Chris Martin fala sobre como cada álbum do Coldplay é diferente

“Não faz sentido para nós fazer outra Clocks, ou outro Parachutes”, disse o vocalista

7.nov.2015

As influências do novo álbum, família, Parachutes e Clocks foram alguns dos temas abordados em uma entrevista de Chris Martin ao jornal italiano La Repubblica. “Música em technicolor é uma boa maneira de definir este álbum [A Head Full Of Dreams]. O sentido das músicas é de como a vida é boa”, iniciou Chris.

“Nós temos que tentar encontrar todas as coisas boas em nossas vidas. Eu sei, isso soa tão hippie, mas pessoas felizes encontram alegria em qualquer lugar. Nosso álbum tenta colocar alegria em qualquer lugar. A maioria das letras são inspiradas pelas poesias Rumy e por Conferência dos Pássaros, livros que mudaram minha vida”, concluiu.

Depois de mudarem drasticamente seu foco musical de Mylo Xyloto para Ghost Stories, em A Head Full Of Dreams a banda parece querer voltar ao estilo colorido de seu quinto álbum de estúdio. “Nós queríamos fazer um álbum colorido”, comentou o vocalista. “Fazendo todas as coisas que amamos, colocando juntas todas nossas ideias de música. E eu acho que isso realmente aconteceu”, termina.

O vocalista comentou sobre como os álbuns do Coldplay são diferentes, e sobre “suas origens” em Parachutes e A Rush Of Blood To The Head, sendo um assunto muito comentado por alguns fãs não satisfeitos como novo single, na Internet. “Não faz sentido para nós fazer outra Clocks, ou outro Parachutes”, comenta. “Nós somos muito curiosos agora, não somos os mesmos dos anos 2000. Todo álbum é um último, nada novo no horizonte. Nosso futuro? Show em tudo quanto é canto, sendo grandes músicos, criando música boa”, disse.

Chris comentou também sobre como sua família o influencia na composição de suas letras. “Minha família influencia todas as minhas ideias de música. Alegria, dor, sonhos, o mau e o bom. E claro, eles”, terminou a entrevista.

Colaborou: ColdplayZone

mm
Fundador e editor-chefe do Coldplay Brasil. Estudante de jornalismo (Universidade Luterana do Brasil) e repórter da Revista Decor.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do Coldplay Brasil e são de responsabilidade de seu respectivo autor. Utilizamos o Akismet para reduzir spam — entenda como seus dados de comentários são processados.
  1. Arthur

    7.nov.2015, 10:56

    Só lamento por ele ter dito “Não faz sentido pra nós fazer outra Clocks”. Foi infeliz. A música foi considerada a melhor da última década. Uma pena.

    • Luís M.

      11.nov.2015, 01:12

      Uma pena é voltarem a fazer outro álbum baseado no que eu classifico como o pior de todos eles. Sei que muita gente gosta de Coldplay como está agora, não como era antigamente.Mas para uma banda que tem como nome “Música Fria” está muito alegre ao meu ver. Uma pena, ao menos para mim, partirem para músicas no estilo mais pop apenas pq é melhor de ir a um show e assim eles ganham mais dinheiro.

      A nova música é boa sim. O problema é que não chega a ser tão marcante quanto as músicas antigas, as de antes de 2005. Músicas como A Rush Of Blood To The Head, I Ran Away, (Minhas duas músicas preferidas) Spies, Don’t Panic, Low, etc, não são mais vistas nos outros álbuns.

      Don’t Panic (Versão de 2000) foi a música que eu mais ouvi na vida. Com toda a certeza já passou de 1.000 vezes que foi reproduzida, não tenho certeza de quantas vezes já ouvi pq zerei várias vezes o contador do iTunes mas tenho certeza absoluta que mais de mil já foram.

      Uma pena uma banda ter mudado tanto pq percebeu que o melhor jeito de ganhar dinheiro é mudando drasticamente seu estilo e partindo para o pop. Não há nenhum problema em ganhar dinheiro, o problema é a banda perder sua identidade e de certa forma ignorar as pessoas que realmente gostam dela da como ela começou, e não no que ela se transformou.
      Mudança não é algo ruim, mudança é algo que é necessário e desde que não venha de uma forma drástica, pode ser bem aceita. O problema é quando mudam para pior ou quando mudam de forma tão drástica como fizeram. E que agora nem parece ser mais o mesmo conjunto de músicos que começaram tudo.
      (Quem não perceber isto, escute See You Soon e depois escute Princess of China. Nem parecia ser possível que Coldplay pudesse criar músicas como eles criam hoje)

      Coldplay já foi por muito tempo a minha banda favorita e continua entre uma das mais ouvidas por mim. É muito raro passar um dia em que eu não escure uma única música de Coldplay, mas escuto os álbuns antigos. É muito raro eu escutar uma das músicas que passe do ano 2006.

      Mas não posso fazer nada se eles não querem criar músicas em um estilo dos álbuns antigos e que realmente fizeram a banda se tornar no que ela é hoje.

      Além de Coldplay, escuto muito The National (Minha atual banda favorita) e tenho o mesmo medo para a banda. Mas não parece que vai mudar tão cedo, ou assim eu espero.
      Quem quiser conhecer a banda, basta comentar aqui pedindo que eu retorne com uma playlist das melhores músicas deles ao meu ver. Este comentário já ficou grande demais para isso…

      • Mateus

        12.nov.2015, 21:21

        Não é triste ver uma banda com essa bagagem se reinventar, quem faz arte sempre procura o novo porque existe pessoas esperando o que mais a banda vai trazer de bom. Coldplay criou uma característica de melodia sim e não se baseia nos primeiros álbuns, já não tem uma pegada igual antigamente a um tempinho isso está bem escancarado é meio que ridículo ficar falando que eles se venderam até porque não é uma mudança de agora. Fazer arte é potecializar suas razões, se eles querem transmitir uma mensagem de uma pegada mais otimista em vez de criticar seria mais inteligente filtrar o melhor da banda não ficar de birrinha. Quem nunca mudou com o tempo e quem nunca vai mudar ?

        • Luís M.

          13.nov.2015, 00:41

          Não é “birrinha”.
          E eu já filtrei o melhor da banda. Por isso que falei que só escuto as músicas antigas…
          Mas se você vivesse indo a uma confeitaria e amasse muito um bolo e o comesse todos os dias e depois de um tempo o confeiteiro nunca mais fizesse o mesmo bolo pq ele inventou um bolo novo que é diferente e que muito mais gente gosta, então ele vende mais, mas você não acha a mesma coisa. E como ele vende mais, ele não faz mais do bolo antigo.
          Se houvesse a possibilidade dele voltar a fazer o bolo antigo você gostaria da ideia ou acha que não porque as coisas precisam mudar e é assim mesmo que as coisas funcionam?
          E não, eles não chegaram com essa melodia mais de “praia e show de música” há pouco tempo. Tem tempo isso já. Mas não deixa de ser uma mudança.

          Acho que você é um dos fãs que começaram a ouvir apenas as ultimas músicas e não gostou de ouvir que existe alguém que não gosta das mesmas músicas que você.
          Ou fanboy que leu uma crítica negativa e não gostou muito…
          Mas cara, relaxa, sempre vai ter alguém que não gosta das mesmas coisas que você. Então não fica achando que é “birrinha” não…

          • Mateus

            13.nov.2015, 06:30

            Bom, também gosto das musicas antigas e não falo isso porque as novas me agradam mais que as outras, porém eu não gostei da forma que você se referiu a banda como se eles fossem uma one direction da vida criada só para lucrar, enfim saiba que respeito sua forma de pensar até porque realmente interesses falam mais que vontade própria na maioria dos casos. Espero que você aproveite a energia do novo álbum até porque eles não brincam de transmitir intensidade. ✌?️

      • Caulfield

        16.jan.2016, 02:42

        Compartilho da mesma opinião. Coldplay foi a trilha sonora de vários momentos da minha vida e é uma pena que tenha se tornado mais um lixo comercial que muita gente acha que é inovação (O que tem de inovador em um pop/eletrônico Genérico?)
        Conferi o novo álbum a head of full dreams e é difícil acreditar que essa mesma banda um dia fez Clocks e Yellow. Seria melhor se eles tivesse encerrado a carreira antes desses três últimos álbuns, assim teria-se evitado essa mácula lamentável na história da banda.

    • Luís M.

      11.nov.2015, 01:18

      Resumindo:
      Pois é, uma pena ter mudado. E mudado para um estilo que venda mais mas que acabe não sendo tão impactante quanto as músicas antigas.
      Uma pena ter mudado e dizer que não faz sentido recriar um estilo que eles criaram e que nele estava a melhor música da última década.
      Uma pena ter mudado tanto ao ponto de que a banda nem merecia mais ser chamada pelo nome (Música Fria).
      Uma pena para quem é fã, mas para quem apenas curte uma música que vira hit e que quer ouvi-la na piscina com os amigos não é uma pena tão grande assim… (que é onde tem o maior público e que dá um maior retorno financeiro)

    • Mateus

      12.nov.2015, 20:46

      Você acha que faria sentido pintar outra Monalisa ? Cara a arte se renova, e o artista quer se superar a cada obra.

  2. Daiana Carvalho

    7.nov.2015, 11:19

    Cara, agora sim tudo faz sentido! 😀

  3. Nataniele Cardoso

    7.nov.2015, 11:46

    Depois desse Show de ‘personalidade’, como não amar Coldplay!? :3

  4. Quim Buckland

    7.nov.2015, 13:16

    “Todo álbum é um último”, calando a boca dos especuladores! rsrsrs

  5. Leonardo Santana

    7.nov.2015, 15:25

    Legal que o Coldplay queira transmitir alegria, felicidade e luz em suas músicas. Mas eu acredito que com essa variação constante de estilo a banda perca a identidade.
    Quando você escuta Oasis, você sabe do porquê colocou Oasis, assim como Creed, Red Hot, etc. Eu quando coloco Coldplay, é um momento meu, me desligar do mundo, ou melhor, de expressar/mapear sentimentos/pensamentos/situações pra mim mesmo e, relaxar, organizar e teorizar uma solução, uma luz.
    E tudo isso, de uma maneira diferente, também trás alegria, felicidade e esperança. Da maneira da verdadeira essência da banda.

  6. Gabi Berryman

    7.nov.2015, 23:18

    Coldplay será sempre bom, em qualquer estilo :3 Gosto do ar inovador deles e também dessa coragem de mudar u.ú

    • Arthur Santana

      8.nov.2015, 00:29

      Exato! ;D

  7. Arthur Santana

    8.nov.2015, 00:29

    Eles são vanguardistas, por isso causam desconforto para alguns. São músicos geniais!

  8. Vinicius Neves

    11.jan.2016, 07:11

    A Head Full of Dreams é legal pra se escutar, mas não senti aquela vontade de escutar o álbum inteiro como em Parachutes e A Rush of Blood to The Head. Pessoalmente, não curti o conceito “alegre” que o álbum propôs, claro que curti “Adventure of Lifetime” entre outros, mas eu sinto saudades de pegar um álbum do Coldplay (que não seja os dois primeiros) e ouvir por inteiro. O álbum de 2015 que escutei por completo foi, sem dúvida alguma e mais de cinco vezes, To Pimp a Butterfly do Kendrick Lamar.

    Só acredito que as composições começaram a ficar fraquinhas desde Xylo Myloto até agora. Eu ainda curto a banda, mas de ouvir os álbuns mais atuais, fiquei no conforto das boas letras de Parachutes, A Rush of Blood to The Head e Viva la Vida or Death and All his Friends.

  9. Vitor Augusto

    1.mar.2016, 21:36

    Eu também não senti aquela vontade de escutar por completo o novo álbum Head Full of Dreams mas por um lado eu curti algumas musicas . fiz um cover de the scientist https://www.youtube.com/watch?v=ntYW8AsyJU4

Deixe um comentário

Enviar sugestão
Reportar erro
© Coldplay Brasil 2012-2020 | Creative Commons | Política de Privacidade | DMCA |
Desenvolvido por Marcelo Monteiro e inspirado no trabalho de Rabbit Hole