No Dia do Rock, os melhores riffs da história do Coldplay – Coldplay Brasil
No Dia do Rock, os melhores riffs da história do Coldplay

Vamos relembrar grandes clássicos e novos sucessos da discografia da banda em que Jonny Buckland mostra todo o seu talento.

Texto Marcelo Monteiro
sexta-feira, 13 de julho de 2018

Hoje é dia de rock, bebê! Ou melhor, do rock. Ao contrário do que pensa quem acompanhava a transmissão da edição de 2011 do Rock In Rio, quando a atriz Christiane Torloni disse que o dia 25 de setembro era “de rock”, o dia 13 de julho foi escolhido para essa comemoração por ninguém mais, ninguém menos, que Phil Collins, em 1985. Naquela época, ainda como vocalista da banda Genesis, declarou em meio à apresentação da banda no festival Live Aid que aquele dia seria o “Dia do Rock”.

Acontece que a data não é levada tão a sério — pelo menos, não no Brasil. Conforme escreveu o falecido cantor, radialista, compositor e jornalista Kid Vinil, em seu livro Almanaque do Rock (Ediouro, 2008, 241 páginas), “nem os americanos nem os ingleses levaram a sério. Só brasileiros e as rádios rock do Brasil, desde aquela época, passaram a considerar esse o Dia do Rock”. Para eles, ainda segundo Kid, todo dia é dia do rock.

De qualquer modo, o Coldplay Brasil relembra, hoje, os melhores riffs do talentosíssimo Jonny Buckland — inclusive, nas palavras do ícone Slash — em cada um dos álbuns do Coldplay.


Parachutes

“Shiver”

Hino que embala bads desde que o mundo é mundo e que poderia servir de enredo para muitas históricas românticas (ou da falta de romantismo nelas e, inclusive, deste que vos fala), Shiver, o primeiro single do Coldplay comprovou, desde aquele momento, que Coldplay não havia chegado para brincadeira.

A Rush of Blood to the Head

“A Rush of Blood to the Head”

Quem já assistiu ou ouviu o Live 2003 não vai discordar. A apresentação da faixa-título do segundo disco do Coldplay para o registro ao vivo tem uma introdução impecável, sem nem entrar no mérito do restante da música. Dispensa demais comentários.

X&Y

“Twisted Logic”

Não apenas um dos mais incríveis riffs da discografia o Coldplay, mas também um dos momentos mais epopeicos dela (aquele final!!!). A canção que batizou a turnê de divulgação do terceiro álbum de estúdio da banda, X&Y, acabou nunca sendo apresentada nela — ou em qualquer outra. A primeira e única apresentação até hoje foi com Chris Martin e a banda A-Sides, formada por crianças de uma escola de Santa Monica, nos Estados Unidos.

Viva la Vida

“Violet Hill”

Considerada a primeira canção do Coldplay de protesto contra a guerra, o lead-single do álbum Viva la Vida or Death and all His Friends é todo construído ao redor de uma guitarra de repetição, até chegar no conhecidíssimo riff próximo do final. Chegou a ser incluída nas edições III: Legends of Rock On Tour: Modern Hits do jogo Guitar Hero.

Mylo Xyloto

“Moving to Mars”

Composta inicialmente para o quinto álbum de estúdio da banda, Mylo Xyloto, “Moving to Mars” acabou não tendo o destino final projetado para ela. Mesmo estando apenas no EP Every Teardrop Is a Waterfall e tendo sido disponibilizada para streaming há pouco tempo, não deixa de ser uma das mais queridas do público. Com grande influência do rock progressivo, foi muito bem recebida pela crítica.

Ghost Stories

“Ghost Stories”

Outro exemplo de canção que não tem o destaque que merece, “Ghost Story” é uma das faixas-bônus do álbum Ghost Stories que, por ter sido comercializada apenas em formato físico nos Estados Unidos, foi lançada no EP A Sky Full of Stars, junto das demais canções — “All Your Friends” e “O (Reprise)”. Intimista, obscura e um relato pessoal de Chris Martin, sua sonoridade remete aos primórdios da banda, com o acústico Parachutes, e a rebeldia de A Rush Of Blood To The Head.

A Head Full of Dreams

“All I Can Think About Is You”

Você provavelmente achar estranho termos eleito uma canção do EP Kaleidoscope, mas é um lançamento da era do sétimo álbum! Não é mentira quando a crítica disse que “All I Can Think About Is You” é a melhor canção do Coldplay em anos, que começa de forma silenciosa e cresce até atingir um ápice carregado de cordas e guitarra, encerrando-a com um épico som rapsódico digno de deixar um estádio inteiro boquiaberto.

Colaborou: Superinteressante