Guy Berryman, para o livro da turnê: “precisávamos diminuir a velocidade um pouco”
Guy Berryman, para o livro da turnê: “precisávamos diminuir a velocidade um pouco”

O baixista do Coldplay é o primeiro da série especial com as entrevistas do A Head Full Of Dreams Tour Book.

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Publicado em 6 dias atrás e atualizado pela última vez em 21 de março de 2017 às 16:31.

Pouco antes de entrar na estrada com a turnê de divulgação de A Head Full Of Dreams, os integrantes do Coldplay e a equipe da turnê deram uma entrevista ao jornalista Chris Salmon para o tour book, vendido a partir dos shows da banda na Europa e nos Estados Unidos (à venda também na loja oficial da banda nas versões europeia e estadunidense). O Coldplay Brasil preparou uma série de matérias especiais com as traduções destas entrevistas, começando pelo baixista Guy Berryman


“Nós ainda ficamos impressionados que tanta gente consegue cantar junto às letras de nossas músicas”

Guy, quando criança, em Kirkcaldy, Escócia, sua terra natal.

Quanto trabalho vocês têm que fazer para criar um show que dê certo em um lugar enorme?

Nós somos muito bons na criação de ideias para nossos shows em estádios e somos incrivelmente sortudos por ter a mais incrível equipe de pessoas para fazer essas ideias tornarem-se realidade!

Vocês tentam garantir que cada turnê siga da anterior?

É sempre nosso objetivo aprimorar nosso show em relação à última turnê. Então, se nós criamos algo que funcionou bem no passado, nós tentamos descobrir uma forma de fazê-lo melhor da próxima vez – tal como as pulseiras nesta turnê, que poderiam ser descritas como Wristband 2.0…

O quão importante é a plateia no show?

Os fãs são tão importantes quanto nós. Nós ainda ficamos impressionados que tanta gente consegue cantar junto às letras de nossas músicas.

Tendo ficado ao lado dele por tantos anos, como você diria que Chris desenvolveu-se como um frontman desde os primeiros anos?

Depois que nós caminhamos até o palco juntos no início dos shows eu não vejo o Chris muito – ele já, normalmente, fez seu caminho até o fim da passarela, subiu na multidão ou está pulando além da minha visão periférica. Ele tem uma vasta energia e ama o seu trabalho, como todos nós. Eu acho que pode levar um longo tempo para desenvolver-se como artistas, mas nós todos chegamos a um ponto onde nós podemos caminhar no palco e nos sentirmos confiantes com nossas habilidades e aproveitar a mais incrível energia que os fãs nos dão.

Esta é a primeira turnê do Coldplay na qual os fãs puderam pedir canções que não são tocadas muito frequentemente. Como vocês chegaram a isso?

É ótimo ver o que as outras pessoas gostariam de ouvir, e tem sido realmente interessante aprender algumas canções que nós não tocamos há muito tempo – especialmente porque nós estamos as tocando em um verdadeiro formato reduzido e acústico. Há muita atividade no backstage tentando aprendê-las antes dos shows!

O quão envolvida a banda é em outras questões da turnê? Vocês teriam uma palavra em coisas como produtos?

Nós nos interessamos muito em todos os seus aspectos – é nossa responsabilidade final tornar a turnê o mais excelente que pudermos. As camisetas e produtos estão incluídas nisso – é muito difícil criar modelos nos quais as pessoas vão querer comprar e, na verdade, vestir!

O quão empolgado você está para a turnê?

Nós todos estamos muito empolgados em voltar aos grandes palcos – parece que passou tanto tampo desde a Mylo Xyloto Tour. É simplesmente épico e, bem, grande! Os shows de Ghost Stories foram realmente importante para nós – nós precisávamos diminuir a velocidade um pouco. Mas agora nós estamos realmente ansiosos para tocar em estádios e experienciar a energia de muitos dos nossos fãs juntos no mesmo lugar.

Por Marcelo Monteiro
Aspirante a jornalista que ama música mas também sonha em ser publicitário. Como você pode ter percebido, sou libriano.