Ao livro da turnê, Will Champion fala sobre os momentos que lhe fazem sentir-se sortudo
Ao livro da turnê, Will Champion fala sobre os momentos que lhe fazem sentir-se sortudo

Continuando a série com as entrevistas do A Head Full Of Dreams Tour Book, confira um bate-papo rápido com Will.

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Publicado em 22 de março de 2017 e atualizado pela última vez em 30 de março de 2017 às 20:06.

Pouco antes de entrar na estrada com a turnê de divulgação de A Head Full Of Dreams, os integrantes do Coldplay e a equipe da turnê deram uma entrevista ao jornalista Chris Salmon para o tour book, vendido a partir dos shows da banda na Europa e nos Estados Unidos (à venda também na loja oficial da banda nas versões europeia e estadunidense). O Coldplay Brasil preparou uma série de matérias especiais com as traduções destas entrevistas.


“Nós temos um momento logo antes de subirmos ao palco onde nós reconhecemos o quão sortudos somos por estarmos fazendo este trabalho incrível”

Muita gente da equipe da banda parece estar com vocês há muito tempo – quão importante é o papel que eles desempenham?

Muito do pessoal está com a gente por mais de 10 anos, alguns estão desde o começo. Eles têm a difícil tarefa de tentar tornar nossas ideias reais para o show. Criar um show que possa surgir em qualquer lugar do mundo e então ser colocado num caminhão (ou muitos caminhões) é um feito enorme e a dedicação e trabalho duro de nossa incrível equipe é o que faz a coisa toda possível.

A banda toda usa monitores no ouvido durante o show. Qual o proveito tirado disto, e quão diferente é o som que vocês ouvem do que a plateia ouve?

Nós usamos os monitores no ouvido durante nossos shows por um número de motivos. Primeiro que é mais seguro para nossa audição, já que podemos controlar o nível de barulho no palco. Em segundo lugar, ele nos permite ouvir bem claramente o que nós, individualmente, precisamos ouvir. Para mim, eu preciso conseguir ouvir o baixo do Guy e obviamente minhas batidas, enquanto que os outros rapazes terão seus próprios mixes feitos sob medida para eles. Também, nos locais maiores, quando nós estamos nos palcos B e C, nós estamos em pé na frente do PA, o que significa que pode haver um grande delay entre tocar uma nota e aquela nota sair pelos alto falantes. Os monitores no ouvido nos permitem ouvir claramente o que todos nós estamos tocando, sem o delay.

Obviamente a seção de ritmos da banda é composta por você e o Guy, então você está bem localizado em explicar o que ele agrega à banda?

Guy é o mais versátil de nós, musicalmente. Eu acho que ele poderia estar em, literalmente, qualquer banda. Guy é incrivelmente confiável musicalmente e isso é crucial porque se um acorde do baixo está errado faz todo o local parecer de lado. Ele raramente comete algum erro. Nos temos um bom entendimento e um tipo de linguagem que nós podemos nos comunicar durante os shows: ela consiste de uma série de acenos ou balançadas com a cabeça, sobrancelhas levantadas e o ocasional grito! Contudo, eu ainda tenho que lembrá-lo de quando tem que parar de tocar em The Scientist.

O que vocês normalmente fazem nas horas antes do show?

Os bastidores, nas horas anteriores a um show, são bem relaxantes. Nós fazemos alguns aquecimentos vocais e discutimos algumas mudanças ao set que podem ser feitas. Nós temos um momento logo antes de subirmos ao palco onde nós reconhecemos o quão sortudos somos por estarmos fazendo este trabalho incrível e lembramos de aproveitá-lo.

Como um fã afiado de futebol/esportes, presumivelmente tem sido um bônus adicional que vocês estão tocando em alguns dos mais famosos estádios do mundo?

Eu amo tocar em estádios. Viajar com uma bola de futebol é uma obrigação nestes dias. Poder chutar uma bola no Maracanã, Wembley e Hampden Park será um deleite.

Como a banda escolhe os shows de abertura?

Nós tentamos e escolhemos shows de abertura com base em como todo o show correrá desde quando as portas abrirem até as luzes apagarem no final. Então nós pensamos no balanço de som e vozes e de estilos musicais complementares. Também pode ser uma chance de tocar com pessoas que amamos e de quem as músicas são importantes para nós.

Os palcos B e C se tornaram uma importante parte do show no decorrer dos anos, o que elas agregam à apresentação?

Os palcos B e C são, pra nós, uma chance de chegar à multidão e tentar nos conectar com as pessoas. Alguns dos locais que vamos tocar são bem grandes e nós não queremos que as pessoas se sintam separadas do que está acontecendo no palco, então levando o palco até a plateia esperançosamente criamos uma atmosfera onde todos se sintam incluídos.

Por Marcelo Monteiro
Aspirante a jornalista que ama música mas também sonha em ser publicitário. Como você pode ter percebido, sou libriano.