Nova música de Justin Timberlake, Star Wars e A Garota No Trem – Coldplay Brasil
Nova música de Justin Timberlake, Star Wars e A Garota No Trem
Texto Marcelo Monteiro
@mrclmonteiro

Sexta-feira é o dia no qual os artistas ao redor do mundo todo lançam suas novas músicas e então, por que não listar os melhores lançamentos e, de quebra, ainda dar algumas outras dicas para os leitores do Coldplay Brasil? Com essa ideia surgiu, então, a coluna Escolha do Editor, na qual, periodicamente, estarei dando dicas de novas (ou não) músicas, álbuns, filmes, livros, revistas, aplicativos — ou o que quer que seja pertinente. Vem com a gente porque as dicas dessa primeira edição foram escolhidas, de fato, a dedo!


Uma música

Não precisamos, mais uma vez, aguardar sete anos por um novo álbum de Justin Timberlake — dessa, foi um pouquinho menos. Cinco anos depois de lançar as glórias de crítica e vendas The 20/20 Experience The 20/20 Experience – 2 of 2, e embalado pelo sucesso de “CAN’T STOP THE FEELING!”, single lançado em 2016 para a trilha sonora do filme Trolls, o príncipe do pop está de volta e prometeu, até o lançamento de seu novo álbum, Man Of The Woods, no dia 2 de fevereiro, lançar uma música por semana. O “check mate” (rs) do cantor começa com “Filthy”, uma canção poderosa, forte — carregada de guitarras e conduzida pelo som de uma respiração ofegante — e sensual, que marca o retorno de sua parceria emblemática com Timbaland e remete a antigos trabalhos seus com o produtor, como “Sexy Ladies” e o hit “SexyBack”, ambos do álbum FutureSex/LoveSounds (2006).

Um filme

Eu sou suspeito a falar de Star Wars, mas Os Últimos Jedi, o novo filme, comprova a grandeza de uma das maiores sagas da história do cinema, que 40 anos depois do lançamento do primeiro filme, Uma Nova Esperança, em 1977, continua levando milhões às salas de cinema do mundo todo.

Acima de qualquer outra coisa no filme, está a memória de Carrie Fisher — a atriz morreu depois de as gravações terminarem, em 2016 e causou grande comoção. Confesso que cada vez que ela aparecia na telona a emoção era grande. A eterna Princesa Leia, agora como General Leia Organa, é a principal comandante da Resistência, um grupo que luta para impedir que a Primeira Ordem comande a galáxia.

Quando uma frota da Primeira Ordem alcança o planeta onde eles estão, os integrantes da Resistência abandonam sua base principal. Após uma batalha, as naves da Resistência fogem na velocidade da luz e cada um dos comandantes repreende um de seus “súditos” — Leia rebaixa o piloto Poe Dameron (Oscar Isaac) por um contra-ataque que, embora tenha sido bem-sucedido, causou a perda de muitas vidas e naves; e o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) com General Hux (Domhnall Gleeson) por ter deixado a Resistência escapar. Nos confins da galáxia, Rey (Daisy Ridley), após encontrar Luke Skywalker (Mark Hamill), tenta convencer o Mestre Jedi a retornar, para que possa ajudar a Resistência, e a treiná-la (o resto, só no cinema, pois já falei demais).

Os Últimos Jedi é tão incrível quanto os primeiros filmes da saga e a música, composta e conduzida pelo lendário John Williams continua sendo um espetáculo à parte — o filme não seria nada sem a trilha sonora que se encaixa perfeitamente à história. Para terminar, nos créditos, uma merecida homenagem à “adorável memória de nossa princesa”, Carrie Fisher.

Um livro

Não sou uma pessoa atualizada no que diz respeito a livros: estou sempre lendo alguns que já não estão mais nos holofotes — como por exemplo, comprei O Diário de Anne Frank e agora estou lendo O Amor Nos Tempos do Cólera (em inglês e que, provavelmente, vai estar aqui na coluna em alguma próxima edição). A Garota No Trem (Grupo Editoral Record, 378 páginas, R$ 39,90) é um suspense psicológico da autora Paula Hawkings narrado na perspectiva da primeira pessoa por três personagens principais: Rachel, Anna e Megan.

Rachel é uma alcoólatra de 32 anos que tenta superar o fim de seu casamento com Tom, que a deixou para ficar com Anna. A bebida trouxe uma série de problemas à Rachel: o casamento entrou em crise, ela perdeu seu emprego e constantemente telefona ou envia e-mails a Tom, bêbada, e esquece o fez ao acordar. Anna, jovem, muito apaixonada pelo marido e feliz em ficar em casa cuidando de Evie, a filha do casal, todavia, começa a se irritar com o comportamento de Rachel e se sente desconfortável em sua presença. Megan, da qual Rachel vê do trem, todos os dias, em seu trajeto até seu trabalho imaginário em Londres, parece perfeita para ela: linda, aparentemente feliz e casada com um homem muito bonito e dedicado — apesar de ter tido alguns problemas em seu passado. Um dia, Rachel acorda de uma de suas ressacas, sem memória alguma da noite anterior, e ao ler as notícias do dia descobre que Megan está desaparecida. E agora?

PS: o livro é infinitamente melhor que o filme — não menosprezando a atuação de Emily Blunt —, mas é isto. Pra início de conversa: a história, no livro, se passa em Londres e, no filme, em Nova Iorque. Como é que é?