X10Y, ColdplayStories – X&Y segundo o The New York Times
X10Y, ColdplayStories – X&Y segundo o The New York Times

O jornal americano compara a banda com Radiohead e fala sobre as letras do álbum

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Publicado em 29 de abril de 2015 e atualizado pela última vez em 19 de dezembro de 2016 às 19:57.

X10Y é uma série de posts especiais do Coldplay Brasil em comemoração aos 10 anos do terceiro álbum de estúdio da banda, X&Y, com notícias da época e especiais da coluna ColdplayStories. Esta coluna é baseada em um artigo do The New York Times, de 2006.


O Coldplay tem consciência de que seu álbum anterior, A Rush Of Blood to the Head, caiu nas graças do público – tanto que vendeu 3 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos. Juntamente com o antecessor, Parachutes, a banda já acumula 20 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo [dados de 2005, sem contar as vendas de X&Y]. Claramente, eles são amados (e claro, também odiados) por várias pessoas ao redor do mundo. Eles transmitem boas intenções, desde as declarações politicas do Chris até letras afetuosas. Especialmente na sua terrinha Inglaterra, o estilo do Coldplay contribuiu para que várias outras bandas surgissem – Keane, Athlete, Starsailor e várias outras.

Em seus primeiros dias, o Coldplay poderia ser resumido como um Radiohead, porém sem suas batidas. Ambas as bandas olham para as melodias abrangentes do rock britânico de 1970. Ao contrário do Radiohead, Coldplay não tinha interesse em ser uma banda com melodias grudentas. Desde o início, as músicas da banda eram deprimidas: “Eu sou uma parte da cura?/Ou uma parte da doença? [Am I a part of the cure?/Or am I part of the disease?]” é o que Chris diz em “Clocks”. Na verdade, essa música é contagiosa. Um grande hit.

Em X&Y, a banda se esforça para levar a beleza de “Clocks” através de um álbum inteiro. “Speed of Sound” tem as batidas semelhantes de “Clocks”. “Square One”, que abre o álbum, na verdade, começa com notas de guitarra sugerindo a fanfarra cósmica de “Assim Falou Zaratustra” (poema sinfônico de Richard Strauss) e “Uma Odisseia no Espaço” (na qual a anterior ficou conhecida por ser a abertura do filme). Chris, obviamente, canta: “The space in which we’re travelling [O espaço em que estamos viajando]”.

Nos álbuns anteriores, Chris cantava principalmente em primeira pessoa, confessando vulnerabilidades particulares. Agora, ele canta sobre “você”: um amante, irmão, conhecido. Ele passa conselhos do tipo: “You just want somebody listening to what you say [Você só quer alguém para ouvir o que você tem a dizer]”, “Every step that you take could be your biggest mistake [Cada passo que você der, pode ser seu maior erro.]” e “You don’t have to be alone [Você não tem que ficar sozinho]”.

Por Karina Ferreira
8 to 9, 9 to 10.