X10Y, ColdplayStories – O primeiro show e as primeiras impressões
X10Y, ColdplayStories – O primeiro show e as primeiras impressões

Vamos relembrar mais sobre o terceiro álbum da banda no segundo post do especial X10Y

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Publicado em 25 de março de 2015 e atualizado pela última vez em 19 de dezembro de 2016 às 20:02.


setlistO primeiro show da X&Y Era não foi como nós estamos acostumados a ver em vídeos pela internet, mas sim bem simples. Durante uma hora, a banda fez um show secreto no Troubadour em Los Angeles, apresentando quatro canções de X&Y: “Square One”, “White Shadows”, “A Message” e “What If”.

A banda estava nervosa no início do show, talvez por apresentar músicas que não haviam sido tocadas antes ou por estarem de “consciência pesada” por finalmente anunciarem um álbum depois de uma grande queda nas ações da EMI Music, devido à demora do álbum. Mas tudo melhorou quando “In My Place”, segunda música da setlist, começou a ser tocada. O Coldplay estava feliz em estar de volta. Chris disse:

Bem, aqui estamos nós outra vez. Nem dá pra acreditar que estamos de volta e fazendo um show e que alguns de vocês esperaram desde fevereiro.

As especulações sobre o álbum foram aumentando à medida que mais notícias saíam. Chris, em entrevista à NME disse que ainda estava dando alguns detalhes no álbum. Em março de 2005, três meses antes do lançamento, a revista conseguiu ouvir as canções e fez reviews de cada uma delas e adiantou a tracklist (repare que “Talk” ainda tem o nome de “Let’s Talk”).

1. “Square One”

Certa para abrir shows. Pesada e com muita guitarra e letra assustadora. Chris canta: “Is there anybody out there who is lost and hurt and lonely too?” [Há alguém aí que esteja perdido, machucado e sozinho também?].

2. “What If”

Melhor música do álbum e uma das melhores de todas da banda. A voz suave de Chris e o piano estão com força total. Quando a guitarra antecipada aparece, como em “Yellow”, o cabelo da minha nuca arrepiou. Um final para Sgt. Pepper.

3. “White Shadows”

Inspirada no gospel com muito órgão [piano] e riffs muito parecidos com do U2. Chris estava ouvindo ao reggae de Jimmy Cliff quando escreveu isso.

4. “Fix You”

O piano de igreja me lembrou de “A Whiter Shade of Pale” do Procol Harum de 1967. Violoncelos e arranjos levam até um final épico à canção de cinco minutos.

5. “X&Y”

Muito influenciada pelo Dark Side Of The Moon do Pink Floyd e Strawberry Fields dos Beatles. Começa com movimentos, vocais suaves e arranjos.

6. “Speed Of Sound”

O primeiro single. O início em piano me lembra “Clocks”. O baterista Will brilha e as guitarras de Jon adicionam riffs nos quais The Edge ficaria orgulhoso. Muito boa.

7. “A Message”

Violão e sem dúvida nenhuma de qual atriz de Hollywood a canção se refere. A letra inclui o trecho: “I’m nothing without you, I’m nothing on my own” [Eu não sou nada sem você, eu não sou nada sozinho].

8. “Low”

Grande faixa, som para festival. Vai ser incrível com o baixo de Guy e o alto mix de guitarras, sintetizador e baterias. Um grande fim faz ela perfeita.

9. “Let’s Talk”

Abre com uma melodia emprestada do Kraftwerk, na qual o Coldplay fez com guitarras e não sintetizadores. Para mim, é um dos pontos altos do álbum. Dá pra ver o single #1 nela. Os vocais me lembram The Killers.

10. “Swallowed In The Sea”

Pode facilmente ser um single de sucesso com suas letras perseguidoras, aparentemente sobre a perda de uma pessoa amada. Os vocais do Chris são acompanhados por um violino antes da banda toda aparecer com tudo para um final épico. Uma linda e tocante canção.

11. “Twisted Logic”

Uma amostra do Coldplay quando estão com raiva. A letra é sobre o que poderia acontecer ao mundo no futuro se não cuidarmos do planeta – ou das pessoas que vivem nele.

Por Marcelo Monteiro
Aspirante a jornalista que ama música mas também sonha em ser publicitário. Como você pode ter percebido, sou libriano.