ColdplayStories #2 – 9 anos do lançamento de X&Y
ColdplayStories #2 – 9 anos do lançamento de X&Y

A importância do álbum para a história do Coldplay está na segunda edição da coluna.

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Publicado em 6 de junho de 2014 e atualizado pela última vez em 19 de dezembro de 2016 às 20:15.

Todos — no sentido de todos mesmo! — sabem da importância do “X&Y” para a história do Coldplay. Não apenas por realmente ser um marco na carreira da banda. Mas, o que faz ele ser tudo isso?

O álbum foi lançado em uma época onde vários grandes artistas também lançaram discos (Nine Inch Nails, com “With Teeth”, por exemplo). Apesar do sufoco com tantos álbuns bons chegando ao mercado, o Coldplay conseguiu emplacar seu terceiro álbum de estúdio na primeira posição das paradas de diversos países, o que fez do álbum o mais vendido de 2005, com vendas acumuladas em 13 milhões de cópias mundialmente.

Mas pra isso acontecer, não foi fácil e nem rápido. A banda começou a gravar o álbum em 2004, e de março daquele ano até o seu lançamento em 6 de julho de 2005, foram longos dezoito meses. Os planos iniciais eram ficar de fora dos olhos do público durante o ano todo.

Nós realmente achamos que temos de nos afastar por um tempo, e nós certamente não iremos divulgar nada este ano, porque eu acho que as pessoas estão um pouco cansados de nós.

— Chris Martin

A versão que nós conhecemos do álbum, foi a terceira que a banda gravou, o que faz alguns considerarem “X&Y” não como o terceiro, mas sim, como o quinto álbum da banda (?). Isso porque eles não estavam satisfeitos com os dois primeiros resultados das sessões iniciais com Ken Nelson, produtor do álbum — e que também produziu “A Rush..” e “Parachutes”. Então, eles mudaram os sons das músicas e dispensaram o trabalho de Nelson, que não produziu mais o restante do álbum.

As primeiras informações sobre lançamento do disco eram de que ele seria lançado em 2004, mas depois a banda foi obrigada a adiar para 2005. O Coldplay novamente descartava músicas, em geral “chatas” e “frias”, como ditas por eles mesmos. Ao todo, 60 canções foram escritas durante as sessões do álbum. Por conta dos atrasos, as ações da EMI caíram bruscamente.

Mas tudo mudou em 23 de maio de 2005, quando a banda lançou o primeiro single do álbum, “Speed Of Sound”, que teve um desempenho absurdo nas paradas do mundo todo. O single também foi o primeiro da banda a estrear dentro do Top 10 da Billboard Hot 100. E o povo ia ficando cada vez mais empolgado com o material que estava por vir.

O álbum chegou as prateleiras das lojas de disco do mundo todo no dia 6 de junho de 2005, há exatos 9 anos atrás. Seu desempenho comercial foi imenso. Pra você ter uma ideia, ganhou mais de 55 certificados de Platina e um de Ouro no Japão e, apesar das críticas — um tanto negativas, pois os críticos achavam que o álbum não correspondia aos seus sucessores —, foi bem recebido pelos “entendedores” de música.

É por estas e outras razões que — pelo menos — nós acreditamos na força do álbum para a história da banda.

Saiba mais sobre o álbum visitando a página dele na nossa Discografia.

Por Marcelo Monteiro
Aspirante a jornalista que ama música mas também sonha em ser publicitário. Como você pode ter percebido, sou libriano.