"Fix You" nas rádios tornou Sirlene Britto fã de Coldplay – Coldplay Brasil
“Fix You” nas rádios tornou Sirlene Britto fã de Coldplay

A professora diz ter se conectado com a canção, que tornou a sua favorita. Pouco tempo depois, viu a banda ao vivo em uma de suas primeiras apresentações no Brasil.

14.jun.2020

O Coldplay Brasil acompanha o que acontece com a banda há oito anos. Evidente que boa parte desta trajetória não foi acompanhada por aqui. Para comemorar os 15 anos do lançamento de X&Y, terceiro álbum do Coldplay, o Coldplay Brasil conta as histórias de quem viveu de perto este momento divisor de águas na carreira da banda, em uma série de três reportagens especiais.

No dia 27 de fevereiro de 2007, às 20h, os portões da Via Funchal, antiga casa de shows com capacidade para 6 mil pessoas em São Paulo, se abriram para o segundo show do Coldplay com a Twisted Logic Tour no Brasil. “Na época eles não eram tão famosos aqui no Brasil, mas fui mesmo assim e gostei”, lembra a professora Sirlene Britto. Esta foi a primeira vez que ela foi a um show da banda que conheceu pelo rádio.

Sirlene mostra o ingresso do show que guarda até hoje

O amor de Sirlene por Coldplay surgiu antes mesmo de saber o que era a banda. A letra e a melodia de “Fix You”, lançada como o segundo single do álbum X&Y, chamaram atenção da professora. Foi então quando ela decidiu buscar quem era o artista responsável pela música que não parava de tocar nas rádios brasileiras nos meses anteriores ao show. “Tem músicas que marcam momentos importantes na vida e essa foi uma delas”, conta.

A forte conexão com a canção fez com que esta se tornasse a música favorita dela e, consequentemente, marcasse o início de uma longa relação que já dura 13 anos. Ou melhor, seis álbuns, considerando todos os lançamentos da banda desde então.

Fix You é a música que mais gosto e é o início de tudo

O lançamento de Viva la Vida or Death and All His Friends, sucessor de X&Y, também foi especial para Sirlene. A canção carro-chefe do álbum de mesmo nome se tornou tão especial para a professora que chegou até seus alunos. Isso porque ela coloca a música para tocar em todos os eventos de formatura dos estudantes.

Quando você consegue o que quer

Dez anos depois, em 2017, a banda voltou à São Paulo pela turnê de A Head Full of Dreams. Desta vez, com a Via Funchal fechada há cinco anos, um público de 45 mil pessoas lotou o estádio Allianz Parque por duas noites seguidas.

Após uma tentativa frustrada de comprar os ingressos para o show que ocorreu no dia 7 de novembro, Sirlene entrou em ritmo de maratona para conseguir os bilhetes para a apresentação do dia seguinte. “Quando soube que iria abrir outro dia, pensei ‘eu compro nem que eu fique a madrugada inteira tentando'”, relata.

Após não conseguir comprar meia-entrada para ela e nem para o marido, visto que ambos são professores e possuem direito ao benefício, Sirlene fez um investimento maior do que o esperado para conseguir ver a banda.

Sirlene mostra o confete que guardou como lembrança do show da turnê de A Head Full of Dreams

“Valeu a pena. Pagaria ainda mais se soubesse o quanto eles conseguiriam me deixar feliz. Durante todo o tempo em que estiveram no palco, parecia um sonho”, lembra Sirlene.

Foi após este dia que ela diz ter entendido o porquê tantas pessoas dizem que os shows do Coldplay estão entre os melhores do mundo. Para ela, a mistura entre música boa, público excepcional e efeitos especiais fizeram com que o evento valesse cada centavo.

Em uma língua que eu falo

Ao pensar no motivo que a faz gostar tanto das canções da banda, Sirlene não hesita ao falar na união entre linguagem e ritmo para contar histórias que o Coldplay possui. Segundo ela, há um contexto histórico e cultural em cada uma das narrativas, o que faz com que as canções consigam conversar diretamente com o público.

As músicas deles nos inspiram, parecem que foram feitas para nós

Além disso, as canções representam para ela uma forma quase terapêutica de lidar com alguns momentos. Os efeitos das músicas vão desde relaxar e trazer mais ânimo até ajudar na concentração e romper bloqueios criativos.

“Apesar de não ter familiar músico e nem conseguir tocar nenhum instrumento musical, minha relação com música é forte e antiga, assim me apaixonei pelo Coldplay”, conclui. O amor por “música boa” — como ela descreve —, o encontro aleatório com Fix You pelo rádio e a conexão com as letras das canções resumem esta jornada marcada por dois shows e muita emoção.

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Redatora do Coldplay Brasil. Estudante de jornalismo (ESPM São Paulo) e repórter na revista Casa Vogue.
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Comentários

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  1. Rivandete

    14.jun.2020, 22:29

    História maravilhosa de Cirlene! Sou uma das milhares de fãs também. Acompanho a banda desde 2001, pelo que lembro, quando minha amiga me apresentou Yellow. Comprei os discos daquela época mas confesso que quase não ouvia, mas amava a paz que a voz do Chris proporcionava. Aí me afastei de tudo o que ouvia por vários anos, depois que casei e me tornei mãe, até que em outubro de 2011 assisti o show do Coldplay no Rock in Rio pela TV. Pronto! Ali renasci pra mim de novo, para tudo do que eu amava. Foi como passar por um portal e aquelas músicas pareciam que contavam a minha história. Paradise… Politic… até que o Chris começou a escrever com um spray de tinta R I … eu pensei: ele vai escrever o meu nome 😂😂😂😂😂 (Rivandete) estava extasiada com o Show, assistia sozinha na minha sala pulando quem nem uma louca! De lá pra cá não larguei mais, cada música nova uma alegria. Tentei ir aos últimos shows deles porém nunca consegui comprar os ingressos, ficava na fila de espera mas nunca deu! Ficava na bar, me sentido sem sorte, mas já desencanto! Nos próximo viajo pra onde estiver vendendo e durmo na fila! 🙌🏼🙌🏼🙌🏼 Deus permita! 💖❤🌈😉😁😁😁

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