Década de reinvenções – Coldplay Brasil
Kaique Oliveira
kaique@coldplaybrasil.com
Década de reinvenções
5.jan.2020

Quando falamos de música, a Inglaterra não pode ser deixada de lado. Em três décadas o mundo presenciou a invasão britânica de 1960, com Beatles, Rolling Stones e Led Zeppelin fazendo sucesso e lançando hits um atrás do outro.

Londres foi o reduto de onde surgiram as principais bandas que ainda fazem sucesso mundo a fora dos anos 70 e 80. Pink Floyd, The Kinks e Queen lideraram as paradas. Nos dez anos seguintes até 90, The Smiths, Radiohead e Oasis alcançaram a fama mundial.

Mas aí vocês perguntam a este que vós escreve: o que o Coldplay fez nesta década que se relaciona com todos eles? A resposta vem nos parágrafos a seguir.

Quando a banda surgiu ao mundo com “Yellow” bem no começo da década de 2000, ninguém sabia se eles iriam muito longe ou se aquela música seria lembrada como a única coisa boa que o Coldplay fez. O resto é história e terminaram aquele período já consagrados pelo Viva La Vida or Death and all His Friends, colocando-os no topo do mundo.

Logo em 2010, na primeira música lançada ao mundo, Chris Martin canta um trecho que praticamente serve para dizer o que foi a década. A letra de “Christmas Lights” diz: “Oh christmas lights, light up the street, light up the fireworks in me, may all your troubles soon be gone, those christmas lights keep shining on”. Os votos pedindo para os fogos o iluminarem foram bem realizados, e afetou positivamente Will, Jonny, Guy e Phil.

Mylo Xyloto foi um divisor de águas tão grande quanto Viva La Vida. O seu antecessor foi tão grandioso que aguçava a curiosidade do público e da crítica em saber se o Coldplay se manteria no topo e se auto-afirmava como uma mega banda. A resposta foi maior do que se esperava.

Sem medo de críticas, se lançaram ao pop sem deixar a essência de lado, e assim foi embalando hits um atrás do outro, como foi de “Paradise” até “Orphans”. Comercialmente é a maior banda do mundo atualmente. É inegável que as pessoas se estapeiam para estar em um show dos ingleses, tal qual seus antecessores de muitos anos atrás. O espetáculo audiovisual enche os olhos de lagrimas das milhares de pessoas presentes.

Sem medo de críticas, se lançaram ao pop sem deixar a essência de lado, e assim foi embalando hits um atrás do outro

A década rendeu parcerias — como Beyoncé, Rihanna, Tove Lo, Noel Gallagher e até mesmo Barack Obama participou —, e de algumas músicas com uma sonoridade diferente, mas que incrivelmente caíram no gosto dos fãs, seja em qualquer um dos quatro trabalhos lançados.

Conhecemos um Coldplay bem diferente dos anos 2010, com capacidade de se reinventar a cada trabalho, sem perder a sua essência. Os rapazes ficaram mais confiantes em criar sem se preocupar em errar e já cientes da relevância no cenário musical, lançaram o que para muitos é uma obra-prima, o Everyday Life, com letras políticas e sérias abordando todos os problemas do mundo, mas cheio de esperança e fé. Começam e terminam a década em alta se tornando maiores do que planejavam provavelmente.

Confesso estar bem curioso para ver os rumos dos rapazes. Os anos 2000 e 2010 foram de busca por espaço, consagração e auto-afirmação. Se todas as bandas citadas acima tiveram suas décadas de glória, o Coldplay se juntas a elas e fez e ainda faz história e inicia um novo ciclo assim. Ainda há um longo caminho a ser percorrido por eles mesmo, porém indiscutivelmente, as preces “Christmas Lights” os iluminaram e de fato Jonny, Guy, Will e Chris são lendas e tornaram o Coldplay um pedaço da história musical.

Kaique Oliveira é Estudante de Jornalismo (Metodista) e colunista do Coldplay Brasil.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do Coldplay Brasil e são de responsabilidade de seu respectivo autor. Utilizamos o Akismet para reduzir spam — entenda como seus dados de comentários são processados.

Deixe um comentário

Enviar sugestão
Reportar erro
© Coldplay Brasil 2012-2020 | Creative Commons | Política de Privacidade | DMCA |
Desenvolvido por Marcelo Monteiro e inspirado no trabalho de Pilar Zeta e Rabbit Hole